Please use this identifier to cite or link to this item: https://siaiap39.univali.br/repositorio/handle/repositorio/1641
metadata.dc.type: Dissertação
Title: Processo de aprendizagem organizacional em uma situação de catástofre ambiental: um estudo autoetnográfico no Senac Bistrô Johannastift
metadata.dc.creator: Kock, Klara Friederike
metadata.dc.contributor.advisor1: Godoi, Christiane Kleinübing
metadata.dc.contributor.referee1: Boeira, Sérgio Luís
metadata.dc.description.resumo: Após a catástrofe de novembro de 2008 - constituída por enchente, enxurradas e desmoronamentos, que assolou a cidade de Blumenau (SC), foi possível vivenciar diversas mudanças comportamentais na organização estudada, localizada em um dos principais patrimônios históricos da cidade. Com o objetivo de compreender as reações organizacionais frente a situação de catástrofe, a partir do campo teórico da aprendizagem organizacional, o estudo foi conduzido da seguinte forma: 1) revisão da literatura sobre aprendizagem organizacional, com a finalidade de proporcionar maior sensibilidade conceitual e delimitação temática provisória; 2) apresentação do objeto de estudo; 3) aprofundamento do estudo metodológico do método escolhido a autoetnografia (por exemplo, HAYANO, 1979; BAKHTIN, 1981; TEDLOCK, 1991, 2000; ELLIS, BOCHNER, 2000; ATKINSON, COFFEY, DELAMONT, LOFLAND, LOFLAND, 2007) - eleição devida à complexidade do contexto, à escassez de teorização específica e à necessidade imersão em um campo no qual uma das pesquisadoras já estava previamente inserida; 4) continuidade e aprofundamento da imersão no campo de estudo, com o uso de técnicas interiores à autoetnografia (diários, documentos, entrevistas); 5) encontro entre as categorias encontradas no material empírico e aspectos específicos da teoria da aprendizagem organizacional. Derivado da etnografia, o método autoetnográfico proporcionou à pesquisadora o aprofundamento da pesquisa nas múltiplas lacunas da consciência, relacionando-as com o meio, através da experiência pessoal. A pesquisadora analisou os aspectos culturais e sociais ao seu redor, outward e, simultâneamente, realizou uma análise interna do seu próprio eu, inward. A análise foi realizada na intersecção do passado (backward), futuro (forward), envolvendo o contexto interno e externo da organização. O encontro entre as categorias emergentes da narrativa etnográfica e a perspectiva psicológica da aprendizagem organizacional recaiu especificamente nas categorias e fatores da motivação para a aprendizagem organizacional. A categoria mais significativa evidenciada nesse estudo foi a afetiva, em suas diversas manifestações: a) medo e suas emoções secundárias; b) sofrimento e emoções suas secundárias; c) tristeza-alegria; d) tristeza como geradora de união. A interpretação dessas categorias conduziu à percepção de que a experiência de emoções primárias contraditórias contribuiu para a aprendizagem dos indivíduos, uma vez que a aprendizagem é um processo profundamente emocional. A suspeita acerca da aprendizagem organizacional prosseguiu com investigação sobre a solidificação, manutenção e permanência desses sentimentos, engendrados a partir da catástrofe. Por fim, os resultados do estudo foram situados em contextos também trágicos semelhantes, produzindo a conclusão última de que eventos impactantes exigem aprendizagem instantânea, ou seja, capacidade de reagir emotivamente a eventos, adaptando habilidades preexistentes. Esse estudo foi elaborado, com a finalidade de, a partir da experiência com o uso do método, contribuir para a abertura de possibilidades de utilização da autoetnografia nos estudos organizacionais
Abstract: Following the disaster of November 2008, involving flooding, mudslides and landslides, which affected the city of Blumenau (SC), various behavioral changes were observed in the organization studied, which is located in one of the main historical heritage areas of the city. In order to understand the organizational reactions to the disaster situation from the perspective of organizational learning theory, the study was conducted as follows: 1) a review of the literature on organizational learning, to provide greater conceptual awareness and a provisional outline of the theme, 2) presentation of the object of study; 3) a more in-depth methodological study of the chosen method autoethnography (e.g. Hayano, 1979; Bakhtin, 1981; TEDLOCK, 1991, 2000, ELLIS, Bochner, 2000; ATKINSON, COFFEY, Delamont, Lofland, Lofland, 2007 ) - which was selected due to the complexity of the context, the lack of specific theorization, and the need for further immersion in a field in which one of the researchers had previously been working, 4) continuity and further immersion in the field of study, using the techniques of autoethnography (diaries, documents, and interviews), 5) compare the categories found in the empirical data and specific aspects of the theory of organizational learning. The autoethnographic method, which is derived from ethnography, provided the researcher with deeper study on the multiple gaps of consciousness, relating them to the environment, through personal experience. The researcher analyzed the cultural and social aspects around her: looking both outward and simultaneously, through an internal review of her own self, inward. The analysis was carried out at the intersection of the past (backward) and future (forward), involving both the internal and external contexts of the organization. The interpretation of these categories of ethnographic narrative and psychological perspective of organizational learning is placed specifically in the categories and factors of motivation for organizational learning. The most significant category evidenced in this study was the affective one, in its various manifestations: a) fear and its secondary emotions, b) emotional suffering and its secondary emotions; c) sadness-joy; and d) sadness as a generator of union. The interpretation of these categories led to the perception that the contradictory experience of primary emotions contributed to individuals‟ learning, since learning is a deeply emotional process. The hypothesis about organizational learning continued with research on solidification, maintenance and continuance of these feelings, engendered from the disaster. Finally, the results of the study were set in similar tragic contexts, leading to the ultimate conclusion that events which cause major impacts require instantaneous learning, or the ability to react emotionally to events, adapting existing skills. This study was prepared with the purpose of, from experience with the use of the method, in order to help widen the possibilities for using autoethnography in organizational studies
Keywords: catástrofe ambiental
autoetnografia
aprendizagem organizacional
environmental disaster
autoethnography
organizational learning
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAO
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade do Vale do Itajaí
metadata.dc.publisher.initials: UNIVALI
metadata.dc.publisher.department: Organizações e Sociedade
metadata.dc.publisher.program: Mestrado em Administração
Citation: KOCK, Klara Friederike. Processo de aprendizagem organizacional em uma situação de catástofre ambiental: um estudo autoetnográfico no Senac Bistrô Johannastift. 2010. 119 f. Dissertação (Mestrado em Organizações e Sociedade) - Universidade do Vale do Itajaí, Biguaçu, 2010.
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: https://siaiap39.univali.br/repositorio/handle/repositorio/1641
Issue Date: 16-Apr-2010
Appears in Collections:Importação Nova 20150826 Coleção

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
Klara Friederike Kock.pdf1,74 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.