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metadata.dc.type: Dissertação
Title: O estado de direito e as restrições aos direitos e garantias fundamentais no estado de emergência
metadata.dc.creator: Costa, Alexandre Baumgratz da
metadata.dc.contributor.advisor1: Bastos Junior, Luiz Magno Pinto
metadata.dc.contributor.referee1: Vieira, Ricardo Stanziola
metadata.dc.contributor.referee2: Cademartori, Luiz Henrique
metadata.dc.description.resumo: A presente Dissertação está inserida na Área de concentração de Fundamentos do Direito Positivo, na linha de Pesquisa Constitucionalismo e Produção de Direito. Ela analisou os efeitos da Portaria do Comando-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina, a qual restringiu Direitos e Garantias Fundamentais na catástrofe de 2008, para observarmos se houve excessos em desrespeito à Constituição Federal. Partimos da compreensão do que é o Estado de Direito, como estrutura que define sua organização, com arcabouço em uma Lei Fundamental, disponibilizando todas as suas exceções, desde que previstas, não admitindo sua transgressão. A restrição a Direitos e Garantias Fundamentais possui limites, não admitindo interpretações extensivas fora das proclamadas em uma Constituição. Isso comprova que a sua extensão sem critérios, sob a abordagem de que os fins justificam os meios, quando invocada pelo Estado, leva à edição de atos administrativos eivados de vício de constitucionalidade, quebrando a ordem constitucional e, por consequência, podendo erigir o fim do próprio Estado. Para tanto, verificamos os institutos de legalidade extraordinária do Estado Brasileiro, que são mecanismos jurídicos excepcionais, os quais delimitam e suspendem Direitos e Garantias Fundamentais em períodos de crises ou anormalidades institucionais no Estado de Direito. Comentamos sobre a Lei Marcial, instituto extraordinário de combate a crises dos países de tradição da Commom Law, discorrendo sobre sua utilização e características em comparação aos institutos pátrios. O estudo também buscou demonstrar se o Estado de Direito permite a utilização de todos os meios para se defender, punindo ou não os excessos cometidos fora dos parâmetros definidos em uma Constituição. Analisou a Teoria da Precaução, construída pelo Estado, com criação de órgãos e agências estatais especializados em combater e antever crises. Questionou se a restrição aos Direitos e Garantias Fundamentais, quando não permitida pela Constituição, é válida para defender o Estado Democrático de Direito e se pode ser convalidada. E quais as consequências e limites desses institutos, quando utilizados fora do proclamado pela Constituição. Passamos pela concepção histórica dos Direitos Fundamentais e a sua evolução, com a consequente responsabilidade do Estado, que passa a ser o tutor desses direitos imprescindíveis ao homem, embutidos agora sob o lastro do Estado de Direito. Diante desses posicionamentos analisamos os critérios de interpretação das restrições quando em choque com outros Direitos Fundamentais, observando o seu sopesamento, objetivando demonstrar que os Direitos e Garantias Fundamentais não são absolutos, mas sim relativos, permitindo exceções na sua plenitude. Por fim, analisamos os institutos ordinários da Situação de Emergência e do Estado de Calamidade Pública utilizados em questões relacionadas a desastres naturais, posteriormente verificando a constitucionalidade do ato administrativo expedido pelo Comando-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina
Abstract: La presente Disertación se inserta en el área de concentración de los Fundamentos del Derecho Positivo, en la línea de investigación denominada Constitucionalismo y Producción de Derecho. Se analizaron los efectos de la Ordenanza del Comando General de la Policía Militar de Santa Catarina, que restringió los derechos fundamentales y garantías en el desastre de 2008 para observar si hubo excesos, en desacato a la Constitución Federal. Partimos de la comprensión de lo que es el Estado de Derecho como estructura que define su organización con base en una Ley Orgánica, proporcionando todas sus excepciones, siempre y cuando estén previstas, y no admitiendo su transgresión. Restringir los derechos y garantías fundamentales tiene límites y no admite interpretaciones extensivas fuera de las proclamadas en una Constitución. Esto demuestra que su extensión sin criterios, bajo el enfoque de que el fin justifica los medios, cuando es invocado por el Estado, lleva a la cuestión de actos administrativos plagados de vicios de constitucionalidad, quebrando el orden constitucional y, en consecuencia, siendo capaz de erigir el fin del propio Estado. Para ello, revisamos los institutos de legalidad extraordinaria del Estado Brasileño, que son mecanismos jurídicos excepcionales, que delimitan y suspenden los Derechos y Garantías Fundamentales durante los períodos de crisis o anormalidades institucionales en el Estado de Derecho. Comentamos sobre la Ley Marcial, instituto extraordinario de lucha contra la crisis de los países de tradición de la Common Law, discutiendo su uso y características comparadas a los institutos patrios. El estudio también trató de demostrar si el Estado de Derecho le permite utilizar todos los medios para defenderse, castigando o no los excesos cometidos fuera de los parámetros definidos en una Constitución. Se analizó la Teoría de la Precaución, construida por el Estado, con la creación por el estado de los órganos y organismos especializados en combatir y anticiparse a las crisis. Se preguntó si la restricción a los Derechos y Garantías Fundamentales, cuando no permitida por la Constitución, es válida para defender el Estado Democrático de Derecho y si puede ser convalidada. Y se cuestionó cuáles son las consecuencias y los límites de estos institutos, cuando se los utiliza fuera de lo proclamado por la Constitución. Pasamos por la concepción histórica de los Derechos Fundamentales y su evolución, con la consiguiente responsabilidad del Estado, que pasa a ser el guardián de esos derechos indispensables para el hombre, ahora integrados en el lastre del Estado de Derecho. Frente a estas colocaciones se han revisado los criterios para la interpretación de las restricciones cuando están en conflicto con otros Derechos Fundamentales, teniendo en cuenta su equilibrio, con el objetivo de demostrar que los Derechos y Garantías Fundamentales no son absolutos sino relativos, lo que permite excepciones en su plenitud. Por último, analizamos los institutos ordinarios de la Situación de Emergencia y del Estado de Calamidad Pública en cuestiones relacionadas con los desastres naturales, verificando posteriormente la constitucionalidad del acto administrativo emitido por el Comando General de la Policía Militar de Santa Catarina
Keywords: Restrições aos Direitos Fundamentais
Estado de Emergência
Instituto de Legalidade Extraordinária
Estado de Derecho
Restricciones a los Derechos Fundamentales
Estado de Emergencia
Instituto de Legalidad Extraordinaria
Estado de direito
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade do Vale do Itajaí
metadata.dc.publisher.initials: UNIVALI
metadata.dc.publisher.department: Fundamentos do Direito Positivo
metadata.dc.publisher.program: Mestrado em Ciência Jurídica
Citation: COSTA, Alexandre Baumgratz da. O estado de direito e as restrições aos direitos e garantias fundamentais no estado de emergência. 2013. 154 f. Dissertação (Mestrado em Fundamentos do Direito Positivo) - Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, 2013.
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: https://siaiap39.univali.br/repositorio/handle/repositorio/2000
Issue Date: 30-Jul-2013
Appears in Collections:Importação Nova 20150826 Coleção

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